Passava das nove da noite da quinta-feira de 8 de abril, quando na Unisinos fomos expor nosso ponto de vista a respeito da diferença de jornalismo online e reprodução de notícias na internet na aula da professora Cássia Zanon.
Para o primeiro tópico, falamos dos aspectos levados em consideração pelo jornalista: público-alvo e no suporte – um exemplo é o site segmentado Webmotors. Agora, ao reportar material de mídia convencional para a internet, este profissional se preocupa apenas com a excessiva apuração de informações. Aqui, lembramos da página da Assembléia Legislativa do estado, onde encontramos TV, rádio e agência de fotos e de notícias “jogadas”. A revista Carta Capital também tem um material muito fraco em seu site. Os textos são apresentados da mesma forma que é feita no impresso. Os links “fale conosco” e ”envie por e-mail”, por exemplo, não suprem a necessidade de jornalismo online.
Com relação a redes sociais, citamos o fato de empresas (Unisinos) e instituições (Sesc-RS) terem se apropriado de ferramentas como o Twitter para repassar informações e divulgar seus serviços.
De canais como o Orkut, também vimos a possibilidade de neles surgirem assuntos para pautar a web e os veículos de massa. Me baseei no texto de Raquel Recuero, doutora em Comunicação e consultora em mídias sociais, publicado no Jornalistas da Web, em que ela relata como percebeu a transformação das redes sociais em espaços de conversação.
Ela contou: “Há alguns anos, percebi a dimensão desse poder quando alguns jovens, indignados com um caso de maus-tratos aos animais no Rio Grande do Sul organizaram, através de um debate acontecido no Orkut, todo um movimento pelos direitos dos animais. Através da mediação da Internet, esse grupo construiu espaços de discussão, blogs e listas, organizou eventos, palestras e passeatas e conseguiu que muitas pessoas apoiassem sua causa e ampliassem a discussão para outras plataformas. Assim, matérias sobre o grupo saíram em vários jornais e programas de televisão, trazendo e trazendo o debate também para outras partes da sociedade”.
Na nossa fala, ainda mencionamos as palavras-chaves (tags) colocadas pelo jornal Vale dos Sinos (São Leopoldo/RS) abaixo de suas matérias, a decupagem das matérias televisivas do G1, o mapa com ícones das obras de melhorias na rodovia federal BR 116 em uma reportagem do ClicRBS.
Para concluirmos nossa exposição, questionamos o aspecto da acessibilidade e da importância do diploma do jornalista num contexto de credibilidade blogueira – os blogs se tornaram hoje o símbolo do empreendedorismo na área jornalística e também a ferramenta de comunicação de qualquer pessoa sobre qualquer assunto.
Vídeo assistido após o seminário:
O propósito do trabalho de Grau A
O posicionamento dos primeiros grupos